ExperimentaAI #1

Ao decidir incluir uma camada de programa informático na sua arte, o artista usa de um truque. Com isto há algo escondido, que o observador da peça não vê (o programa informático), e que influi na experiência de quem observa ou interage com uma obra de arte. A obra não é sempre igual: Ela muda, ela apresenta-se de formas diferentes de cada vez que é revisitada. Nesta perspectiva, é o artista o dono deste truque, quem o programa e pensa, quem cria este mundo de regras invisível que é servido a quem se expõe à sua obra.

Mas, com o advento do fácil acesso a modelos de inteligência artificial, pode esta camada programática escondida, caso o artista assim o deseje, ser também autónoma nas suas decisões sobre o que apresenta ao observador da obra de arte. Ela é condicionada (ou não) pelo artista no âmbito e tipo de outputs que dá ao observador da obra, mas tem sempre a sua autonomia.

Nesta primeira peça, desafio os observadores da obra (que neste caso se podem chamar de observadores/utilizadores) a juntar duas peças de um puzzle. Um acto que (neste caso de uma forma bastante simples) trás ordem à desordem. Simbolicamente, as peças de puzzle puxam pelo instinto humano de arrumar, de juntar, de organizar. Peço depois ao utilizador para reflectir sobre o que este acto significa para si, e escrever um breve texto sobre isso, texto este que é posteriormente analizado por uma inteligência artificial. O algoritmo dá então um feedback ao observador/utilizador.

Este feedback é um misto entre o que o algoritmo acha, e o artista acha que o algoritmo deve achar.

Observe / Utilize aqui -> https://puzzle.pseudonimo.eu/

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *